12 de novembro de 2008

Atraso de salários a atletas deveria causar rebaixamento em Portugal, avalia sindicato

“Quem não pagar salários, desce de divisão”. É esse o procedimento defendido por Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol de Portugal (SJPF). Nesta segunda-feira, o mandatário do órgão disse vai propor que os clubes com os ordenados de seus atletas em atraso sejam rebaixados de divisão, tal qual ocorre na Espanha.

Lá, houve um acordo entre a Liga e o Sindicato para que os clubes que mantivessem salários em atraso fossem despromovidos. Eu acho que essa é uma boa medida e não fica mal copiar o que está bem feito. Tornei pública [a opinião] porque permite um debate dos próprios agentes do futebol sobre a mesma, mas vou apresentá-la amanhã (terça-feira) ao presidente da Liga e, seguidamente, ao Secretário de Estado do Desporto”, disse Evangelista, em entrevista à Agência Lusa.


O Estado garantiria, assim, o pagamento aos jogadores das remunerações em atraso por intermédio das verbas auferidas pelo Totobola, espécie de loteria local.


Em relação à posição do treinador do Estrela da Amadora, Lito Vidigal, que disse não ter condições para continuar no clube, devido aos salários em atraso, o presidente do SJPF foi claro:


Era importante que essas medidas tivessem conseqüências, porque, no futebol português, fazem-se muitas ameaças, muitas críticas e muitos reparos, mas, depois, não se levam até ao final os nossos atos”, apontou.



Muitas vezes os jogadores compactuam com essas situações, suportando, mês após mês, e a situação agrava-se, porque os incumpridores já perceberam que os jogadores não concretizam aquilo que se propõem fazer”, completou Evangelista.


Enquanto não houver mudanças na regulamentação, e a própria Liga não alterar os pressupostos financeiros, entretanto, não deverá haver consequências para os clubes que não cumpram as suas obrigações.


Fonte: Cidade do Futebol


De acordo!

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