12 de novembro de 2009
8 de novembro de 2009
Jogador de futebol é demitido por ser homofóbico
A Polônia, país dos mais homofóbicos da Europa, teve uma baixa esta semana. O goleiro polonês Arek Onyszko foi demitido por declarações preconceituosas contra gays. o atleta jogava pelo clube FC Midtjylland, da Dinamarca, onde jogava. Em sua biografia, cujo título é “Fucking Polak” (algo como “Polaco Poderoso”), o jogador declarou odiar homossexuais.
“É lamentável ter de ouvi-los falarem uns com os outros como se fossem ‘mulherzinhas’. Não consigo estar no mesmo espaço que um homossexual. Vejam como eles se beijam. É doentio”, relata o jogador no livro. Há cinco meses, Onyszko havia sido demitido de outro clube dinamarquês quando foi condenado a três meses de prisão por ter agredido a sua ex-mulher.
Time ameaça deixar Campeonato Turco por causa de torcedores racistas
O time de Diyarbakir, a cidade mais povoada da região curda da Turquia, não entrará em campo no jogo contra o Galatasaray de Istambul, disse à agência de notícias "Anadolu" o presidente do clube, Çetin Sümer.
A decisão é uma resposta ao tratamento racista que jogadores e torcedores do Diyarbakirspor têm sofrido da torcida de de outros times pelo fato de o clube ser de origem curda.
A reação também é um protesto contra a Federação de Futebol da Turquia, que não estaria fazendo muito para evitar os insultos, apesar das constantes reclamações da equipe.
No mês passado, durante uma partida contra o Bursaspor, cujos torcedores radicais são conhecidos pelo forte nacionalismo turco, a torcida do Diyarbakirspor foi agredida e chamada de "separatista" e de seguidora do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Tanto nesse como em outros jogos, os torcedores adversários gritaram frases como "Que feliz aquele que pode dizer 'Sou turco!'", uma das famosas frases do fundador da República da Turquia, Mustafa Kemal Tatürk, algo que irritou e ofendeu os seguidores curdos.
A repetição desses incidentes na última partida, disputada contra o Gaziantepspor neste fim de semana, e as polêmicas decisões da arbitragem que permitiram ao time local vencer o Diyarbakirspor com gols marcados nos últimos três minutos, foram a "gota de água" para que a direção do clube de Diyarbakir decidisse deixar o campeonato.
"Estão tentando colocar obstáculos contra nós", reclamou o técnico Ziya Doga em declarações à agência "DHA".
O presidente do Diyarbakirspor explicou que levará sua decisão de deixar o campeonato à Prefeitura de Diyarbakir, em mãos do partido nacionalista curdo DTP, e a organizações da sociedade civil, já que o clube "não é da direção, mas de toda a cidade".
6 de novembro de 2009
5 de novembro de 2009
Crias da base perdem vínculo contratual com o Ferroviário
A nova diretoria do Ferroviário terá pela frente uma árdua tarefa de descobrir o paradeiro dos principais atletas formados nas categorias de base do clube. Vários jogadores tiveram seus contratos rescindidos pela antiga gestão sem que tivessem sido oficialmente negociados com outros clubes. Os contratos de jogadores como Guto, Leonardo, Diego, Léo Jaime, dentre outros, deveriam vigorar por cerca de mais três anos. Sem nenhuma explicação plausível, todas as crias do clube foram desvinculadas do Ferroviário, tendo ainda que assinar documentos em branco para continuarem suas carreiras em outras equipes.
Na prestação de contas entregue pelo ex-presidente Paulo Wágner Pinheiro ao Conselho Deliberativo, não consta nenhum lançamento de valores oriundos de negociações de jogadores. O fato causou bastante estranheza entre os corais. Entre agosto e outubro desse ano, o número de atletas vinculados ao Ferroviário reduziu de quase 100 jogadores para menos de 20. Nesse contexto, todas as revelações das categorias de base tiveram seus contratos rescindidos.
Os novos diretores do Ferroviário confirmaram o desejo de promover uma ampla auditoria nas contas do clube para que seja feito um levantamento minucioso da situação. Só em termos de passivos judiciais, Vilemar Rodrigues (foto), presidente do Conselho Deliberativo, estima atualmente cifras em torno de 2 milhões de Reais.
4 de novembro de 2009
A selvageria machista na UNIBAN
3 de novembro de 2009
O problema sócio-econômico do futebol cearense
Sou um dos mais ferrenhos críticos ao calendário do futebol cearense. Há quase três anos, tenho publicamente batido na tecla de que o atual modelo enfraquece o futebol local como um todo, privilegiando e protegendo apenas os clubes que disputam a Série B nacional, excluindo a maioria esmagadora das equipes. O problema se repete há tempos sem que nada seja feito de concreto, num total desrespeito ao que reza o Estatuto do Torcedor que prevê, no mínimo, dez meses de competições oficiais para todos. Enquanto Ceará e Fortaleza oferecem o pão e o circo, a discussão sequer é lembrada. O silêncio vergonhoso de quem teria a obrigação de promover o debate acoberta não apenas uma injustiça - e ilegalidade - esportiva, mas uma questão seriíssima em nível sócio-econômico. Há uma altíssimo nível de desemprego entre os profissionais da bola, que na melhor das hipóteses, são submetidos a contratos temporários de apenas três ou quatro meses no ano inteiro.
Semana passada, o promissor zagueiro Tonton foi vítima desse calendário excludente. Tendo que se submeter a faturar, em nome da própria sobrevivência, míseros 200 Reais para disputar uma partida de liga interiorana, o ex-beque do Horizonte faleceu em acidente automobilístico. Tonton é apenas mais um exemplo, pois, na prática, todos os dias inúmeros atleta locais passam fome por não ter onde trabalhar, diante da curiosa inoperância de seu próprio sindicato.
A FCF acena mudanças a partir da criação de uma copa estadual, já anunciada, que premiará o campeão com uma vaga para a Copa do Brasil no ano seguinte, a exemplo do que acontece em todos os outros estados brasileiros. Já não era sem tempo. O problema do desemprego será minimizado e ainda exigirá dos clubes um nível de planejamento que a maioria não está acostumada - e essa lógica inclui o Ferroviário. Melhor para o futebol cearense, que passará por um processo de seleção natural onde os bons, comprometidos e organizados ficarão, o que a médio e longo prazo, fortalecerá o nosso desporto.
Vai sempre haver quem ache ruim, afinal de contas é bem mais fácil permanecer na inatividade e na zona de conforto, local onde podem ser realizados os negócios mais escusos, longe dos holofotes durante a maior parte do ano, o que muitas vezes inviabiliza um processo de mudança. Vamos ver se os dirigentes eleitos da nova FCF cumprirão a promessa e quebrarão o status quo. Se assim o fizerem, estarão contribuindo para um futebol cearense mais forte e merecerão o respeito de uma legião de desportistas que vêem o esporte de uma forma muito mais ampla do que simplesmente a rivalidade nos gramados.
Postado por Evandro Gomes
30 de outubro de 2009
Roteiro para fazer Análise de Conjuntura
1º) Coleta de dados
a) Para a isso é preciso que cada militante procure estar atento aos noticiários e faça este esforço para que seja possível discutir análise de conjuntura coletivamente;
b) Recomenda-se a anotação de dados e informações (bem sintética) num caderninho;
c) Os militantes devem procurar ler jornais de grande circulação de preferência. Quando isso não for possível vale qualquer meio que estiver à mão: internet, televisão, rádio de pilha, etc.
d) Não é preciso, nem possível, que todos saibam de tudo, o “quebra-cabeça” será montado com a contribuição de cada um
e) A Ultras deve buscar realizar reuniões de formação política duas vezes ao mês, se possível com intervalo de cerca de 15 dias e intercalada com as outras reuniões. Isso fica flexível a critério um dentro de sua realidade. O essencial é que encontre tempo para discutir isso ao menos duas vezes no mês.
f) O objetivo não é tirar uma análise de conjuntura perfeita e/ou para ser publicada. Apenas estaremos exercitando a construção de uma análise de conjuntura neste momento.
2º) Listar os acontecimentos
a) fazer a coleta de dados;
b) separar acontecimentos de fatos;
c) hierarquizar os acontecimentos mais importantes;
d) identificar sentido dos acontecimentos, isto é, separar os acontecimentos em si da sua interpretação.
e) quais as causas dos acontecimentos (efeitos), verificando o que é causa imediata e o que é causa anterior
f) acontecimentos apontam apenas mudança de rota ou ruptura?
g) qual a extensão dos acontecimentos?
3º) Identificar os atores
a) listá-los
b) classificá-los em: indivíduos, instituições, grupos/categorias e classes sociais
4º) Identificar os cenários
a) abertos (ruas, espaços públicos, espaços populares, etc.)
b) fechados (câmara, congresso, gabinetes, etc.)
c) identificar o cenário dominante
5º) Identificar o clima dos acontecimentos
O clima social é tenso, tranqüilo, de empolgação, etc.
6º) Avaliar as Relações de Forças:
a) poder de influência de cada ator no momento;
b) agrupações de atores que se opõem; se aliam; submetem um ao outro, etc.
c) quem está aliado com quem?
7º) Projetar as Tendências
É o objetivo da análise. Projetar as tendências para fazer nossas opções de ação concreta. Duas perguntas básicas tem que ser respondidas:
a) quais as possibilidades de desenvolvimento dos acontecimentos?
b) como vai ficar cada ator diante dos prováveis novos acontecimentos?
* Principais erros de uma análise:
a) comparação com outras realidades para projetar tendências;
b) superficialidade (descritivismo): análises cheias de dados, mas que não explicam causas e conseqüências;
c) subjetivismo: misturar o que queremos que aconteça com a análise dos fatos;
d) unilateralidade: só avaliar um aspecto das coisas e desprezar vários outros.
* Pontos para se atentar na coleta de dados:
De preferência ter um caderninho para anotações e voltar a atenção para:
a) Economia
- Inflação;
- Emissão de moeda (ver nos indicadores econômicos);
- PIB;
- Desemprego;
- Comércio Exterior (importação e exportação);
- Dívida Interna, Externa e % dos juros da dívida;
- Taxa de juros.
b) Política
- política econômica do governo;
- ação dos partidos: alianças, interesses, projetos;
- ações políticas do governo;
- ação dos movimentos sociais organizados;
- relação entre executivo – legislativo – judiciário;
- tendências de voto e simpatia do eleitorado;
c) Ideologia
- peso da instituições (ex: Igreja, TV, etc.);
- valores, idéias e comportamentos estimulados.
c) Relações Internacionais
- G7 (Grupo dos sete países mais ricos);
- FMI (Fundo Monetário Internacional);
- BM (Banco Mundial) ou BIRD;
- OMC (Organização Mundial do Comércio);
- OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento dos Estados)
d) Aparato Jurídico e Repressivo
- modificações de lei
- mudanças no funcionamento do aparato repressivo
OBS: Países para ter atenção especial além do Brasil
- EUA; Alemanha; Japão;
- México; Argentina.
27 de outubro de 2009
Jornalista denuncia corrupção no futebol belga e holandês
No último sábado, Declan Hill (foto), jornalista canadense, denunciou casos de corrupção no futebol da Bélgica e da Holanda. Segundo o jornalista investigativo, agremiações dos dois países teriam manipulado resultados de suas competições.Ainda de acordo com Hill, um clube belga teria vendido o resultado das suas partidas como mandante. Por sua vez, alguns times da Holanda teriam negociado os resultados de seus jogos como visitantes. O jornalista afirmou que as informações são de um mafioso asiático envolvido com apostas.
Essa não é a primeira vez que o futebol belga se envolve em escândalo de corrupção. Em 2006, o empresário chinês Ye Zheyuan foi acusado de subornar jogadores e treinadores, tentando manipular os resultados das partidas. Além disso, ano passado a segunda divisão do país também passou a ser investigada devido a várias derrotas de um clube.
Hill é um especialista em investigações de casos de corrupção no futebol mundial. Ele já publicou um livro sobre a influência da máfia no mundo esportivo.





