30 de outubro de 2009

Roteiro para fazer Análise de Conjuntura

1º) Coleta de dados

a) Para a isso é preciso que cada militante procure estar atento aos noticiários e faça este esforço para que seja possível discutir análise de conjuntura coletivamente;

b) Recomenda-se a anotação de dados e informações (bem sintética) num caderninho;

c) Os militantes devem procurar ler jornais de grande circulação de preferência. Quando isso não for possível vale qualquer meio que estiver à mão: internet, televisão, rádio de pilha, etc.

d) Não é preciso, nem possível, que todos saibam de tudo, o “quebra-cabeça” será montado com a contribuição de cada um

e) A Ultras deve buscar realizar reuniões de formação política duas vezes ao mês, se possível com intervalo de cerca de 15 dias e intercalada com as outras reuniões. Isso fica flexível a critério um dentro de sua realidade. O essencial é que encontre tempo para discutir isso ao menos duas vezes no mês.

f) O objetivo não é tirar uma análise de conjuntura perfeita e/ou para ser publicada. Apenas estaremos exercitando a construção de uma análise de conjuntura neste momento.

2º) Listar os acontecimentos

a) fazer a coleta de dados;

b) separar acontecimentos de fatos;

c) hierarquizar os acontecimentos mais importantes;

d) identificar sentido dos acontecimentos, isto é, separar os acontecimentos em si da sua interpretação.

e) quais as causas dos acontecimentos (efeitos), verificando o que é causa imediata e o que é causa anterior

f) acontecimentos apontam apenas mudança de rota ou ruptura?

g) qual a extensão dos acontecimentos?

3º) Identificar os atores

a) listá-los

b) classificá-los em: indivíduos, instituições, grupos/categorias e classes sociais

4º) Identificar os cenários

a) abertos (ruas, espaços públicos, espaços populares, etc.)

b) fechados (câmara, congresso, gabinetes, etc.)

c) identificar o cenário dominante

5º) Identificar o clima dos acontecimentos
O clima social é tenso, tranqüilo, de empolgação, etc.

6º) Avaliar as Relações de Forças:

a) poder de influência de cada ator no momento;

b) agrupações de atores que se opõem; se aliam; submetem um ao outro, etc.

c) quem está aliado com quem?

7º) Projetar as Tendências
É o objetivo da análise. Projetar as tendências para fazer nossas opções de ação concreta. Duas perguntas básicas tem que ser respondidas:

a) quais as possibilidades de desenvolvimento dos acontecimentos?

b) como vai ficar cada ator diante dos prováveis novos acontecimentos?
* Principais erros de uma análise:

a) comparação com outras realidades para projetar tendências;

b) superficialidade (descritivismo): análises cheias de dados, mas que não explicam causas e conseqüências;

c) subjetivismo: misturar o que queremos que aconteça com a análise dos fatos;

d) unilateralidade: só avaliar um aspecto das coisas e desprezar vários outros.
* Pontos para se atentar na coleta de dados:
De preferência ter um caderninho para anotações e voltar a atenção para:

a) Economia
- Inflação;
- Emissão de moeda (ver nos indicadores econômicos);
- PIB;
- Desemprego;
- Comércio Exterior (importação e exportação);
- Dívida Interna, Externa e % dos juros da dívida;
- Taxa de juros.

b) Política
- política econômica do governo;
- ação dos partidos: alianças, interesses, projetos;
- ações políticas do governo;
- ação dos movimentos sociais organizados;
- relação entre executivo – legislativo – judiciário;
- tendências de voto e simpatia do eleitorado;

c) Ideologia
- peso da instituições (ex: Igreja, TV, etc.);
- valores, idéias e comportamentos estimulados.

c) Relações Internacionais
- G7 (Grupo dos sete países mais ricos);
- FMI (Fundo Monetário Internacional);
- BM (Banco Mundial) ou BIRD;
- OMC (Organização Mundial do Comércio);
- OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento dos Estados)

d) Aparato Jurídico e Repressivo
- modificações de lei
- mudanças no funcionamento do aparato repressivo

OBS: Países para ter atenção especial além do Brasil
- EUA; Alemanha; Japão;
- México; Argentina.

27 de outubro de 2009

Jornalista denuncia corrupção no futebol belga e holandês

No último sábado, Declan Hill (foto), jornalista canadense, denunciou casos de corrupção no futebol da Bélgica e da Holanda. Segundo o jornalista investigativo, agremiações dos dois países teriam manipulado resultados de suas competições.

Ainda de acordo com Hill, um clube belga teria vendido o resultado das suas partidas como mandante. Por sua vez, alguns times da Holanda teriam negociado os resultados de seus jogos como visitantes. O jornalista afirmou que as informações são de um mafioso asiático envolvido com apostas.

Essa não é a primeira vez que o futebol belga se envolve em escândalo de corrupção. Em 2006, o empresário chinês Ye Zheyuan foi acusado de subornar jogadores e treinadores, tentando manipular os resultados das partidas. Além disso, ano passado a segunda divisão do país também passou a ser investigada devido a várias derrotas de um clube.

Hill é um especialista em investigações de casos de corrupção no futebol mundial. Ele já publicou um livro sobre a influência da máfia no mundo esportivo.

Fonte: Universidade do Futebol

21 de outubro de 2009

Passivo judicial é um dos principais desafios da nova direção do Ferrão

A próxima diretoria executiva do Ferroviário deve assumir o clube numa situação totalmente contrária ao que vem sendo propalado nos meios de comunicação da cidade.

Além de contar apenas com três atletas com contrato em vigência para o próximo campeonato estadual, o principal desafio da nova gestão, além da formação de um plantel de jogadores e comissão técnica, recairá na administração de um vultoso passivo judicial gerado nos últimos dois anos, que já ultrapassa a casa dos 2 milhões de Reais.

"Provavelmente aparecerão mais questões trabalhistas, mas o Conselho Deliberativo e a nova diretoria executiva trabalharão para minimizar os efeitos desse grave problema. Saberemos tomar as medidas cabíveis", informou Vilemar Rodrigues, presidente do Conselho.

Ao ser informado pessoalmente por Vilemar Rodrigues acerca de todas as dificuldades e do passivo judicial existente, o presidente da AAFAC, José Rêgo Filho, colocou a associação à disposição para buscar alternativas e colaborar com a solução da problemática.

Fonte: Portal oficial do Ferroviário

Rádio Ferrão volta a ter transmissão ao vivo na internet


Sem transmissões pela internet desde a reformulação da antiga Ceará Rádio Clube, que hoje integra a Rede Clube Brasil, o programa oficial de rádio do Ferroviário Atlético Clube volta a estar presente ao vivo na rede mundial de computadores.

A boa nova deve-se a louvável iniciativa do torcedor coral Iago Barbosa, que através do site Justin.tv disponibilizou um canal exclusivo para a retransmissão online da Rádio Ferrão. O endereço é: http://www.justin.tv/iagofac.

A Rádio Ferrão, criada e mantida pela AAFAC, estreou no dia 14 de outubro de 2007 e vai ao ar todos os domingos, de 22h às 24h.

Sua proposta principal é informar sobre o dia a dia do clube, promover mesa de debates, e realizar entrevistas com os ídolos do presente e do passado, além de servir de referência para os desportistas que queiram obter informações atualizadas e oficiais do Ferroviário.

Fonte: Portal oficial do Ferroviário

Nova edição da Expresso Coral já está nas bancas


A oitava edição da Expresso Coral já está pronta e chega às bancas de toda a cidade até a próxima sexta-feira. A revista oficial do Ferrão destaca em sua capa os trinta anos do inesquecível título cearense de 1979.

Detalhes especiais daquela conquista, incluindo depoimentos de dois grandes jogadores daquela época: o ex-goleiro Cícero Capacete e o ex-zagueiro Celso Gavião.

Ainda nesta publicação, o torcedor coral verá uma importante mensagem do presidente da Associação dos Amigos do Ferroviário, José Rêgo Filho. Além disso, retrospectivas das campanhas do Brasileirão da Série D e no Campeonato Estadual de Futsal.

Os Sócio-Torcedores corais, de todos os planos, têm direito à assinatura da revista e receberão a nova Expresso Coral na comodidade de suas residências.

Fonte: Portal oficial do Ferroviário

Bolívia prepara recurso para impedir veto a jogos na altitude

O governo boliviano anunciou hoje que prepara um recurso ante o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, em francês) caso seja aprovado um novo veto à disputa de partidas de futebol na altitude.

O vice-ministro de Esportes, Víctor Barrientos, afirmou à imprensa a opção jurídica se confirmará caso “a intransigência da Fifa continue” e a entidade decida proibir jogos a mais de 2.750 metros acima do mar.

Em 2008, a Fifa impediu disputas oficiais em estádios que superassem aquela altitude, mas depois suspendeu temporiariamente a medida para La Paz, capital boliviana, cujo estádio Hernando Siles está a 3.600 metros acima do nível do mar.

“Ninguém escolhe o lugar onde nasce, e a altura por si só não ganha nem perde jogos. Estatisticamente, nos últimos anos, a altura não beneficiou as equipes locais. Esta é a defesa que faremos”, disse o vice-ministro.

Barrientos acrescentou que a participação do governo boliviano neste processo, encabeçado pelo presidente Evo Morales, que é fã de futebol, é “contundente” para que a Fifa desista de sua posição.

Morales afirmou neste domingo que a entidade “discrimina” a Bolívia e “erra” ao querer vetar novamente jogos na altitude, lembrando que o futebol é um esporte de “integração”.

Morales respondeu dessa maneira às declarações do chefe da comissão médica da Fifa, o belga Michael D'Hooghe, que insinuou neste sábado que a entidade pretende proibir novamente partidas disputadas em locais de altitude elevada. “Temos que encerrar já este último capítulo e dizer a palavra final”, afirmou Barrientos.

Se a proibição da Fifa se confirmar, alguns dos principais estádios bolivianos serão afetados, como o Hernando Siles, o Jesús Bermúdez, de Oruro, a 3.700 metros de altitude, e o Víctor Agustín Ugarte, de Potosí, a 4.000 metros acima do nível do mar.

Para defender o futebol disputado na altitude, Morales chegou a jogar uma partida em La Paz, em março de 2008, da qual também participou o técnico da seleção argentina, Diego Maradona.

A derrota da Argentina para a Bolívia por 6 a 1, em 1º de abril passado, em La Paz, pelas Eliminatórias Sul-Americanas, reabriu o debate sobre como a altitude afeta o desempenho dos jogadores de futebol.

Fonte:
Portal Copa 2014

20 de outubro de 2009

Operário acusa alguns torcedores do Sinop de racismo

O técnico do Operário, Éder Taques, denunciou no último dia 13 manifestações racistas por parte de um grupo de torcedores do Sinop Futebol Clube contra o lateral-direito Ezequiel e o volante Bogé. O fato teria ocorrido no empate sem gols entre as duas equipes no último fim de semana, no estádio Gigante do Norte, pela Copa Mato Grosso.

De acordo com Taques, do início ao fim da partida seus atletas, ambos negros, sofreram com insultos por parte de alguns poucos torcedores sinopenses, que os chamavam de "macacos e negros safados" entre outros adjetivos depreciativos. A agressão verbal foi tanta que o treinador tricolor ensaiou partir para cima dos torcedores.

"Os insultos eram tantos e agressivos que cheguei a partir para cima do pessoal. Não quero generalizar, mas o grupo de torcedores do Sinop extrapolou ao ofender meus jogadores. Foi uma pura manifestação de racismo contra dois profissionais que estavam ali trabalhando de forma honesta. É condenável e a federação têm que tomar alguma providência com relação ao que tudo que ocorreu com Ezequiel e o Bogé", disse, sem esconder sua irritação com a atitude dos torcedores.

Procurado pela reportagem de A Gazeta, o presidente do Sinop, Altair Cavaglieri, não foi encontrado para comentar o assunto. Já o do Operário, Wendel Rodrigues, estava em viagem, mas já estuda medidas para representar o clube de Sinop.

O presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Carlos Orione, lamentou o ocorrido prestando solidariedade aos jogadores tricolores. Segundo o dirigente, a entidade tomará ciência da acusação e se for constatado o que foi relatado por Éder Taques, o Sinop responderá pelos atos do grupo de torcedores.

Orione lembrou que caso de manifestação racista é combatida com veemência na Europa. "O clube chegar a perder mando de campo, disse.

Fonte: A Gazeta

15 de outubro de 2009

Equipe muçulmana que se negou a jogar com gays é excluída do torneio

PARIS, França — O clube muçulmano de futebol Créteil Bebel, que se negou a jogar no início do mês contra uma equipe de jogadores homossexuais, o Paris Foot Gay, foi excluído excluído nesta quarta-feira do torneio, segundo um comunicado das autoridades do futebol amador francês.

A recusa do Créteil Bebel de enfrentar o Paris Foot Gay (PFG), que denunciou uma atitude homofóbica, provocou muita polêmica na França.

"Devido ao nome de sua equipe e de acordo com nossos princípios, não podemos jogar contra vocês", afirmava um e-mail enviado pelo Créteil Bebel ao PFG na véspera da partida, que aconteceria no último dia 4.

"Nossas convicções são muito mais importantes que uma simples partida de futebol", completa o texto.

O PFG pediu à liga CFL que punisse o Créteil por uma decisão que considera "homófoba e muito chocante". Além disso, ameaçou com um processo judicial se seguir por este caminho, nas palavras do presidente do Paris Foot Gay, Pascal Brethes.

Zahir Belgharbi, dirigente do Créteil Bebel, rebateu as acusações e afirmou que o problema está no nome do PFG.

"Não sou homófobo, não sou integrista, não me incomoda jogar com gays, e sim com um clube que tem este nome", declarou Belgharbi.

"Nós nos esforçamos para ser neutros, não nos chamamos por exemplo Futebol Clube Islâmico. Por quê os outros querem levantar a bandeira de uma ideologia? A única coisa que eu quero é jogar futebol", completou.

O PFG respondeu que não é um clube reivindicativo e sim uma associação que luta contra a homofobia no futebol, aberta a heterossexuais e homossexuais, na qual jogam negros, brancos, árabes, de todas as religiões.

Fonte: AFP

Senado e Câmara dos Deputados lançam portal para fiscalizar gastos com a Copa de 2014

Na última terça-feira, a Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 anunciou o lançamento de um portal na internet para realizar o controle, a fiscalização e o acompanhamento dos investimentos públicos que serão realizados no Mundial de futebol. A ferramenta é uma parceria entre Senado e Câmara dos Deputados.

A ideia é que o portal seja lançado em novembro de 2009, e que contenha, em uma segunda fase, informações referentes aos gastos do governo federal e dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro relativas à Olimpíada.

“Esse portal representa um importante instrumento de controle dos gastos públicos”, comentou Renato Casagrande (PSB-ES), presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), à qual a subcomissão está subordinada.

De acordo com o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), presidente da subcomissão, os eventos representam a oportunidade de o Brasil assumir papel de protagonista no cenário mundial e que, com a criação do portal, a sociedade brasileira terá "um mecanismo importante" para acompanhamento dos gastos da administração federal.

Segundo o consultor de fiscalização da CMA, Hipólito Gadelha Remígio, responsável pela organização da ferramenta, haverá a possibilidade de acesso do cidadão às informações por meio de diferentes vias, podendo também apontar irregularidades.

"O cidadão poderá identificar a ação e terá um campo para preencher a denúncia, que poderá ser encaminhada ao tribunal de contas apropriado”, explicou Remígio.

Fonte: Universidade do Futebol

Como se isso fosse evitar os desvios e irregularidades envolvendo os recursos públicos... Balela!

14 de outubro de 2009

Leste Europeu é palco para acompanhamento de casos de racismo no futebol

A preocupação da Uefa com os casos recorrentes de racismo envolvendo torcedores e atletas de futebol nos campos rendeu a criação de um grupo voltado para estudos específicos sobre a temática. E a partir deste mês de outubro, as ações se estabeleceram também a partir de uma região pontual: o Leste.

Em Varsóvia, capital da Polônia, começou o funcionamento do Centro de Monitorização Anti-Racismo do Leste Europeu, que irá monitorar, pesquisar e documentar casos de discriminação racial verificados na região onde se incluem os países organizadores da próxima edição da Eurocopa - Polônia e Ucrânia.

“O crescimento do significado social do futebol nesses países na antecâmara do Euro-12 constituiu uma excelente oportunidade para destacar a pertinente questão do racismo e da xenofobia no Leste Europeu”, apontou o sociólogo Rafal Pankowski, coordenador do projeto.

“O nosso ponto de partida será o racismo no futebol, mas o vemos dentro de um contexto mais global de discriminação na sociedade em geral”, acrescentou o coordenador adjunto, Jacek Purski, ainda em entrevista ao site ofial da Uefa.

O centro é parte integrante de um projeto de desenvolvimento da Fare (Rede Pan-Europeia Contra o Racismo no Futebol) nessa localidade, que terá a duração de três anos e contará com fundos da entidade que comanda o futebol no Velho Continente.

Dentre outras frentes, esse financiamento provirá das receitas do licenciamento das transmissões da principal competição entre seleções da Europa. O sindicato dos jogadores (FIFPro), que, juntamente com a Uefa e a Fare, organizou a conferência “Unidos Contra o Racismo”, no mês de março, também apoia a iniciativa.

Os alvos centrais são apoiar a preparação do torneio e de atividades anti-discriminação, a partir de programas de formação, comunicação e parcerias com organismos governamentais, comitês locais e cidades anfitriãs, e trabalhar em conjunto com comunidades de minorias étnicas: uma forma de combate à essa aversão social e de aumentar a a visibilidade dos programas da Fare.

Por fim, busca-se a construção de uma base de recursos capaz de suportar no Leste Europeu, em longo prazo, outras campanhas desse sentidopor intermédio do futebol - Romênia, Bulgária, Rússia, Bielorrússia e Moldávia também fazem parte da empreitada.

Fonte: Universidade do Futebol